As folhas ficando secas e caindo
A paisagem do Sena com a Notre Dame e a
Torre ao fundo
A temperatura caindo cada vez mais
E o corvo gritando: Nevermore,
Nevermore
Os preços dos alimentos no
supermercado (parecendo tudo tão barato)
Os poucos carros na rua comparando com
São Paulo
Os ateliers gratuitos de culinária nos
marchés
E o corvo gritando: Nevermore,
Nevermore
As pessoas andando de bicicleta em
todos os lugares
As mesinhas do lado de fora dos cafés
todas ocupadas no verão
As livrarias incrivelmente baratas
E o corvo gritando: Nevermore,
Nevermore
O som dos franceses falando e suas
expressões engraçadas
O Navigo com que você anda
gratuitamente o mês inteiro pagando só uma vez
Os museus, aos montes, cada um mais
estranho que o outro
E o corvo gritando: Nevermore,
Nevermore
As praças onde dá pra sentar e ficar
vendo a cidade
Os bancos espalhados por todos os
cantos
As estátuas nos lugares mais
inesperados
Os prédios lindos, antigos, não muito
altos, simplesmente...perfeitos.
E o corvo gritando: Nevermore.
You shall nevermore live
in Paris.
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A primeira vez que eu vi um corvo aqui em Paris eu pensei: Poe! hahahahhaa...Meu poema foi criado porque sempre que escuto (e escuto muitas vezes) o barulho dos corvos eu penso: Nevermore!
Quando escrevi esse poema eu ainda não estava nessa fase maravilhosa que estou, nesse fim de ano em Paris. Mantive o poema pois ele já foi verdade algum dia, mas eu não digo mais que "nunca mais irei morar em Paris". =)
Um comentário:
A visão que temos de um lugar quando chegamos nunca é a mesma de quando partimos. Pelo menos não quando vivemos tempo o suficiente para aprender a apreciar o lado bom que cada lugar tem e deixar que a nostalgia tome conta de nós só de pensar em tudo que já não fará parte da nossa rotina... Aproveite seus últimos dias e se prepare para o choque em vivenciar de novo aquilo que a gente acha que já conhece tão bem! Bjos
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