sexta-feira, dezembro 14, 2012

Paris Nevermore


As folhas ficando secas e caindo
A paisagem do Sena com a Notre Dame e a Torre ao fundo
A temperatura caindo cada vez mais
E o corvo gritando: Nevermore, Nevermore

Os preços dos alimentos no supermercado (parecendo tudo tão barato)
Os poucos carros na rua comparando com São Paulo
Os ateliers gratuitos de culinária nos marchés
E o corvo gritando: Nevermore, Nevermore

As pessoas andando de bicicleta em todos os lugares
As mesinhas do lado de fora dos cafés todas ocupadas no verão
As livrarias incrivelmente baratas
E o corvo gritando: Nevermore, Nevermore

O som dos franceses falando e suas expressões engraçadas
O Navigo com que você anda gratuitamente o mês inteiro pagando só uma vez
Os museus, aos montes, cada um mais estranho que o outro
E o corvo gritando: Nevermore, Nevermore

As praças onde dá pra sentar e ficar vendo a cidade
Os bancos espalhados por todos os cantos
As estátuas nos lugares mais inesperados
Os prédios lindos, antigos, não muito altos, simplesmente...perfeitos.

E o corvo gritando: Nevermore.
You shall nevermore live in Paris.

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A primeira vez que eu vi um corvo aqui em Paris eu pensei: Poe! hahahahhaa...Meu poema foi criado porque sempre que escuto (e escuto muitas vezes) o barulho dos corvos eu penso: Nevermore! 
Quando escrevi esse poema eu ainda não estava nessa fase maravilhosa que estou, nesse fim de ano em Paris. Mantive o poema pois ele já foi verdade algum dia, mas eu não digo mais que "nunca mais irei morar em Paris". =)

Um comentário:

Luana disse...

A visão que temos de um lugar quando chegamos nunca é a mesma de quando partimos. Pelo menos não quando vivemos tempo o suficiente para aprender a apreciar o lado bom que cada lugar tem e deixar que a nostalgia tome conta de nós só de pensar em tudo que já não fará parte da nossa rotina... Aproveite seus últimos dias e se prepare para o choque em vivenciar de novo aquilo que a gente acha que já conhece tão bem! Bjos